Arredio

Foto com o riso do meu filho

Seu riso
Me foge, me arde nas vistas salobras

Seu som
Me dobra em ondas agudas
Esguias
Se aguando nas eras

Seu riso
Me fere
Se perde assim que se tem
Carimbando impressão indelével
Na coisa arredia – paralisa
O sonho com câimbras, encorpando
A dor do instantâneo

O fulgor
O favor do seu riso
Não tem carne nem veia nem fibra
E meus braços, curvas e unhas
São pinças inúteis. Por isso

Tudo que levo é tão leve e omisso
Por ser absolutamente livre de todos
E de um tipo qualquer
De querer.

22/10/2015

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