Disciplina

Sextante
No ponto distante
Onde o sextante perde a precisão
A solidão pende em sua pureza branca

Ela gira e gira – não cansa:
Simetria de braços, queixo elevado
No chão movediço

O pião dilui sua força viva
Busca eixos oblíquos
E se fere com linhas imateriais

Telescópios a postos!
Estrela perfeita no varal do universo
Corpos celestes velados por divindades

Um vestido de brumas cobre a nudez da memória
Depois que se cobra de perto (de bem perto)
O castigo que cabe.

27/08/2015

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