Meia boca

Meu filho brincando no balanço

A intrepidez das linhas de fuga
Faz do nó, da corda, da liga impura
Outro dia pra se acordar do sono
Com um sonho a mais ou outro em paz

Mesmo sendo a crina breve, branca e rara
Da coisa fortuita, da palavra fugaz
Do amor inteiriço com braço incapaz
Por tudo faço um busto na praça

Ele me salva da cal por sobre o cais
Por me fazer depender
De alegremente sempre me perder
Nas salvas de palmas

A algum evento
Algum invento
Uma ventura

E miro calmo os brinquedos do meu filho
Na altura do tempo, da escarpa, da escada escura
E não consigo, não entendo – banguela
Como se pendura o riso inteiro ou meia boca – bengala
Sem a bola amarela em suas mãos inexatas.

28/03/2015

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2 comentários sobre “Meia boca

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