Segunda mensagem

Poemasemfoco

Pés de pai e filho

Sei que você é
E será
Sendo no diálogo de partes
E sendas que não se enumeram

Nos fluxos e refluxos de sentido
E sua ausência e
Premência

Mas, meu mimo,
Tenho duas mãos
Um relógio em atraso
Um abraço
Uma ideia de oleiro
Um canteiro de obras e
Um céu tão fundo
Que você sempre cabe

Há tanto pra olhar
E imprimir sentido em mãos
Ambidestras
E tatuar-nos a pele
E tatearmos sorrindo
E ferir-nos com pétalas

O mundo contigo, menino,
Não será novo
Mas outro no qual finco placas
Sugiro estradas
Bato palmas
Escondo lágrimas

E com braços vazios te vejo
Correr.

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