Das fugas

Rosa branca

A rosa roça sobre muro rústico
E eu a amo toda, tanto e tanto
Com fugacidade da tarde
Com a eternidade

A rosa é reza de um sempre que tristemente abraçamos
Seu desenho mede-se em silêncios puros
Em peles sobre peles
Em cones pontiagudos ao longo do caule
Lembrança de natureza casta e presteza cáustica

Que a hora vague na brava pausa que agride!
Enquanto meço nos ares a imagem
Da rubra rosa gritante com artrite
Enfeite da cauda de mais um dia

Emblema que evade e a causa que invade
Nas muitas manhãs arredias:
A rosa morre quando nasce.

22/01/2014

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2 comentários sobre “Das fugas

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