Salvando as aparências

Obra de Escher
Quem me vê cercado de folhas vermelhas
Da amendoeira
Não vê a mim,
Mas uma metáfora fora de contexto
Ou, talvez, um pretexto
De poesia.

Talvez veja um conjunto suave de linhas,
Uma pena, um tinteiro;

Mas o que se tem por inteiro
É um par de mãos vazias
Prontas a aplaudir algum fenômeno,
Algum evento,
Algum invento,
Uma ventura.

Sempre haverá dois olhos castanhos
À procura de um estranhamento,
Um ponto de fuga

No qual toda perspectiva
Prescreve

E se alimenta a mão destra
Com o sonho
Canhoto.

18/02/2011

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4 comentários sobre “Salvando as aparências

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