Todo espanto por detrás da rosa mórbida

Rosa coberta de orvalho

Todo espanto por detrás da rosa mórbida
Rubra, pura, linda, a mais linda
Granulada e torta de orvalho casto e puro
Espelho finíssimo e duro
Das formas breves, fortuitas

Meu amor diurno é certeza crua de beija-flor
E tão triste
Uma casca fina no limite sobre a albumina
Clara
Do sonho frágil e fértil
Rara loucura de estar
E ser
E se pensar
E se perder

Esboço desenhos volúveis nos ares
Iço e rasgo uma vela erétil
Somos aporte, somos a parte
Juntos ao parapeito das tardes púrpuras
Enquanto o sol caminha no sangue
Sem deixar pegadas

Amo como rasgando as carnes com os dedos
Tenho as pessoas sob as unhas
Duras
É com dolo que amamos, com medo do vento

[E amar em déjà vu
É deixar o sentido cru
Ferindo o pensamento]

Guardo a sete chaves a rosa em secreto
A rosa que amo longe e perco perto num remendo
Por todo tempo ser
Estranhamento.

04/12/2013

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