Círculo horário

Corredor pouco iluminado

E passo

E passar é esse limite estranho que modula o que fico
Com choro profundo
Com soluços em compassos híbridos

O vir-a-ser é um corredor úmido com códigos alienados
Um senhor grisalho e sóbrio que me desmonta quando
Me olha de cima a baixo
Me inquirindo soluções de questões ilegíveis

Me ressinto com fundura
Quando me assento e assisto árvores trêmulas e corrediças
Pelas janelas onde tristemente apoio
Meus cotovelos escoriados
Vendo sóis com fissura de ladeiras

Já aprendi que toda virtude do ponto
Não é suficiente à vertigem do vir-não-ser certo
Quando ondas emulam o tempo que foi
Como um dado objetivo

Sei que o riso é em exato um conluio
Das coisas eternamente presas nas paredes
Dos olhos dos antigos esgarçados de espantos
Mimetizando meus folguedos

E que toda alforria e algazarras
São garras de algozes

Em toda flor vadia me arremato
Todas elas e elas todas são um tipo de arremedo do sol
E os anjos
Brancos, alvos e encardidos de terra sofrem de derrame
Batendo uma asa somente (a esquerda)
Desenhando círculos horários rentes ao solo.

14/11/2013

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