Verso de aço

Homem solitário segurando uma flor

Não gosto muito de falar o quanto amo
Amo tanto tanto tanto que
Choro por não saber por quanto quando vou reter
Alguéns entre braços

Afinal não há como saber
Dos braços de outros
Dos braços meus
Por barca todos
Sermos

Entro em mim
Selo o cravo de amém
Sofro o crivo de aquém
Dentro dentro
Tudo é cálido em termos eternos

Não costumo amar em palavras
Minha língua materna é a das rosas mudas
E quietas tremendo em vai e vens de ninguém onde
Ninguém quem
Ninguém como
Ninguém quando
Sob olhos melancólicos em meandros que somente eu
Sigo

Sei que peco se não falo mas
Não perco a sanidade do meu amor louco
E santo que segue assim
Virgem

Impuro por sofrer sozinho
Mártir em sete chaves num baú de espelhos
Com imagens infinitas

É meio assim:
Pouco verbo
Muito verso de aço cortando
O pão como meio
De ser mar.

 

07/11/2013

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2 comentários sobre “Verso de aço

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