Vício

Protesto dos professores

Como quem dorme no escuro exato
E abre suas vistas escuras
E não determina limites de objetos, pessoas, loucuras

E se pensa pelo tato
Tocando o cubículo hermético e exato
Preciosismo centrífugo
Da palavra morta da lei
Que aliena

Esse é lugar onde
A luz herética e livre não perturba
E se usa o tato
E se pisa com força
No teto da coisa
De ponta à cabeça
Ou de cabeça à ponta
Sem referendo de gravidade
Ou referência de corpo
De peso
De vetores e vínculos entre
Tudo e todos

Como aquilo que se monta
E se desmonta no seguinte momento
Espelho onde direito
Não é destro
É reverso e mesmo
Cobrança e paga do preço
Que não se salda

O lugar é preciso e métrico
Lados paralelos
Cubo dos gritos em curso
Curso de coisas que se esquece livremente
Por quem se externa
E nos faz outros com intenção de sermos
Internos da caixa
De Pandora

Caixas dentro de outras
Volume decrescente
Clausura expoente
Lugar onde nos atam
Estrutura
Do estado de direito

Pedaço de espaço
Aço com ranhuras
Onde o que acho
Se perde
O que projeto
Se projeta como adaga
Nas omoplatas

Ali
A democracia
Morde seu próprio
Rabo.

05/10/2013

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