Muro rasteiro

Muro

Nada há de pretensão nas vistas daquela senhora
Apenas se contenta em ver as gentes passarem
Contar os causos antigos
E pendurar sua pobre face sobre o muro rasteiro

Sempre me perco nos rostos dos outros
Imagino, imagino
Me imanto nos murmúrio de domingo

As casinhas antigas
Abrigam meu sentimento de simples
E feliz
E satisfeito em apenas ver
Velando pão com manteiga
E café preto no copo de requeijão

Metafísica?
Política?
Religião?

Quem vai se perder nas camadas de pele de uma rosa
Ou contar estrelas em noites nebulosas?

Melhor é morar no parapeito
Sobre o muro raso e rasteiro

Onde simplesmente se vê as coisas corrediças
Se sente
As assenta e sob os lábios costurados

Se ri.

08/03/2013

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2 comentários sobre “Muro rasteiro

    1. Minha cara Elisa, obrigado pela leitura. Volte outras vezes, é grande a satisfação de lhe receber e saber que uma professora da seu quilate apreciou meus poemas. Abração!

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