Perímetro

Cerca de arame em cenário bucólico

Me canso dos olhos holísticos
E da rede emaranhada em busca de consensos
Me prefiro arredio às esferas

Meu mundo é jardim, só isso
Com pedras espalhadas à base das hastes
Das hastes das flores miúdas

Não quero me engalfinhar nas eras da vida
Nem naquilo que a história me pode ensinar

Minha história tem ordem de horas
Meu dia é um piscar de olhos lacrimosos
Ou o intervalo entre as palmas de um nascer e pôr

Quero comer a erva doce que plantei
Me rasgar com a daninha que me espreita
Sóbria pelas frestas dos relógios

Me verter de pele, fluidos, carnes e soleiras
Me perder no peitoril das passagens
Venerando o pessoal e o impessoal
Conjurando e me conjugando

De tudo me farei distinto, paisagem e hall
Sem sentido amplo ou desenho que circunscreva
Bolores e cores frescas.

13/02/2013

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2 comentários sobre “Perímetro

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