Longos olhos

Águas do mar

Desde já posso ver seu rosto
Com riso estranhamente sereno
E olhar extremo de maré alta

Em sua face assimétrica
Pousa toda satisfação incompleta de ser
Na exata medida da contradição de uma rosa

Suas mãos de origami estão abertas
Plenas pela promessa cumprida de amar eternamente
Ao longo das crinas dos dias

Desde o início sabíamos que a amor é feito de areia branca
Diluída nas séries d’águas esguias e
Curvas, seguras em conchas vazadas

Lhe examino com olhar rubro, de maresia
À borda desse mar de nunca de sempre:

Suas mãos são peneira d’águas
E seu riso de sereia exumada.

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