A prece

Mãos juntas em oração

Todo o horizonte é fluido
Meus pés se deitam em superfície flácida
No ínterim de desapego às horas

Não há palavras
Só fluxos imbricados na mente
Grafias tortas e névoas
Linhas com nós de nódoas
Traços de uma arte que ninguém entende

Ondulo em mim mesmo orações
Em ecos de pedidos velhos recentes
Nunca encontro os olhos de Deus

Balbucio frases imprecatórias
Contra a mim mesmo
Sou predador e presa
Me ponha à mesa

Meço a distância entre ser e querer
Tiro todas as aspas das palavras
Com pressa
Suspiro com o peito atado em cordas:

Misericórdia.

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