Crônica de uma poesia

Aspas de aço

A lua está sob encaixe preciso em sua revolução em trono da Terra
Percebo sua fase
Estimo seu momento de nascer e se por
Assim, sei de sua disponibilidade às vistas

Vejo até onde os primeiros raios da manhã alcançam no interior da minha sala
Tenho clara a oscilação do sol nascente
Em vinte e três graus no horizonte
Os pontos cardeais variam sutilmente e
Assim, estimo as estações do ano

Desfolho o calendário, vejo as horas
Abro um livro didático de ciências com seus inúmeros
Gráficos, fotos, esquemas, equações e
Vocabulário restrito, devidamente preciso e
Assim, fujo do ambíguo (não do arbitrário)

Saio
Leio a manchete dos jornais do dia na banca da esquina
Esportes, política, economia, desastres naturais e
Uma palavra comum entre aspas

Estou cansado das aspas
Vou escrever poesia

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