Declaração de fé

Flor frágil numa terra trincada

Fundo às estruturas guturais
Grito
No movimento peristáltico dos prédios
Elevo os olhos para os montes que não vejo
E velo;
Sob o ritmo de asas compassadas

Esse é mundo de Deus:
Os prédios, o grito rude, a ave rara, os montes onde
Toda resposta é parte
Toda parte é recorte
Todo traço dá suporte a elementos desconexos
No subconjunto sob domínio da fé absurda e crua de que
Cristo é tudo
Em todos

Persigo balizas teológicas
Rente a abismos imprecisos e previstos:
Nem tudo é ponte

Tenho laços no espírito
Desenhados pelo dedo de Deus

Nesse amor estranho e perdido
Me envieso e me indisponho a saídas
Que não pressuponham o Calvário
Ou me prescrevam pó de calcário sobre câmara
De silêncios.

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