Estrábicos

Casal se aconchegando

Nossos risos brancos
Deixam rastros de nuvens
Pelas vias, vales e ventres
Do dia

Nossa pupila funda se cruza e
Fixa
Perfila aquela coisa que,
Por temor de modéstia
Ou medo de excessos,
Não se nomeia

Apenas se constata existência
E sorri

E se dela há ciência
Dorme-se em berço plano
Caminha-se descalço em cacos de vidro
Com medo de corte e certeza de colo

É isso que deixa nossos olhos
Estrábicos.

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