Dezembro


Dizem por aí que dezembro é tempo de risos
De sermos felizes com flocos de neve
E cristais de gelo
Imprevisíveis, ocasionais
Quais hexágonos inexatos
Em regata invisível.

Dizem por aí que dezembro é como domingo
Dia em que se para e avalia que seis é menos que meia dúzia
E que uma dúzia de meses é menos que ano.

(Ainda reside o mesmo pano
Aquele puído e com poeira
Com renda de Deus me queira).

Dizem,
Sim, dizem por aí
Que dezembro é mês dos suspiros de reinícios
Com resquícios do contínuo de tempo que nos subtraem
E soma de dias que a todos traem

Com seus longos excessos que, por fim,
Se somatizam em sorriso verde,
Quadros de parede
E saudade marfim.

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9 comentários sobre “Dezembro

  1. Tua poesia também me faz feliz, Sandro. E a poesia tem me feito suportar melhor os dezembros, que parecem mesmo nos afrontar. Abarços, Nydia

    1. Minha caríssima Cris, que bom te ver aqui por estas modestas bandas. Apareça outras vezes. Entre, sente na cadeira branca, leia, veja a paisagem e, se assim desejar, deixe uma mensagem como essa! Me fez um poeta feliz! Abraços!

    1. Que bom Suzana, que o poema lhe permitiu uma outra visada a respeito dessa época tão luminosa e, contraditoriamente, às vezes tão soturna. Obrigado pelo comentário! Abração!

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