Encontro

Casal de mãos dadas

É domingo é concha
Armadura de estrias estranhas
Boca de seda, nácar, néctar

Nas entranhas
Um mar inteiro de intenções
O som dos marinheiros mortos
O choro do desespero dos náufragos
O acorde das algas se emaranhando
À cabeleira das sereias infelizes
Às matizes do será e do seria

A música se abafa por ondas vorazes
Saliva de mundos retóricos sobre a
Areia das coisas concretas

Delas abstraio sentidos
A saudade do ainda onde
Pontos emanam setas
E setas evitam pontos

Estou nesse mar
Onde tantos braços me ceceiam
Bocas me beijam o rosto
E pessoas brancas acenam mudas

Onde uma única anca
(A sua)
Me basta.

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2 comentários sobre “Encontro

  1. Caro poeta Sandro. é como digo: Amar o mar amor encanto e por fim; poesia…rs Belo, bjus meu amigo, até mais ver…

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