A rosa (de ventos)

Rosa em meio à escuridão

Ei-la pendente
Ventre de espelho d’água inocente
Anágua entre aparência e cegueira

Vive, tão-somente, vive a roseira
Rosto risonho
Sereno tristonho
Sem intento ou volúpia rameira

Beira à loucura a matiz da roseira
Sua flor, tão pura
Sua cor, tão crua
Sua tez, tão cara

Sempre a mesma e primeira
Hospedeira e rara; em si prisioneira

Por efêmera
Casta.

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