Contemporâneo

Homem subindo escadaria

Sentir-se alguém em algures
No lugar no tempo
Ter nas mãos um infinitésimo
De momento

Ter as mãos às têmporas
E no seio o bom senso de efêmero;
Ter um par de anêmonas
Nos cascalhos do mar

Ter consenso do infinito sem alças
Sem abraço sem beijo sem parênteses
Sob o relance furtivo incessante
Das pupilas esboçando traços quebrados, obtusos
Nos quadrantes do espaço-tempo

Ser sinal, afinal, e contento
E acento sob a roda de palavras ditas

Repetindo à moda que penso
Ser minha.

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2 comentários sobre “Contemporâneo

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