Em dobra

Espelho d'água

São espelhos d’água simétricos
Nos quais imagens se deitam reversas
E intentam se tocar através
Da interface dos meios
Transparentes

São os olhos do meu pai

Talvez de todos os pais

Em suma, das crianças de outono em sussurros de ais
Por mudança de posto

São poças das chuvas, das mesmas águas de ontem
Sobre pedras brutas, resma irregular, ramos sem pomos,
Mãos em veias e reentrâncias

Vejo a instância se virar equânime
Enquanto os ventos balançam no espelho reverso

Onde o universo se dobra ante os olhos dispersos
Pálpebras abertas
Órbitas vazias.

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