Empírico

Galeria de Arte (1956), de Escher

Não há como reter abismos
Nem precisão de tempo, de instantes
Dos confiscos concisos.

São poucos colos, muitos calos, alguns abrigos;
Nenhuma sala é tão ampla
Quando se tem um hall de gargantas.

Desde que saí do colo do útero
O tempo me sorriu com adagas de vidro,
Polidos espelhos ulteriores;
Minha reflexão regular
Mostrou-me um sorriso vazio.

Sou crescido, um homem de órbitas frias,
Distante de fábulas,
Amante de Cristo,
Meu pescoço esguio gira em todos os graus
Meus pés sobem e descem degraus.

E me permito inocente empírico
Medindo perímetros, desvios, perspectivas
E pontos de fuga.

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