Canção da primavera incompleta

Poste e árvore em fim de tarde

Tenho um emblema de outono
Incompleto recital de primavera
Embalo a canção pelos meus tomos
Divago reticências dos deveras.

Propenso sou aos goles dessa chuva
Que desce às janelas dos meus dias
Presenças de mil formas arredias
Algumas inferências de quimeras.

Estantes há na sala de espera
Pousando meus eternos objetos
Me olhando com suas vistas de protesto
Dos que olham bem de fora dessa esfera.

Me ponho sob a sombra do projeto
Contando os outonos com dez dedos
Compondo as amostras dos cem medos
Aqueles que o espelho não me nega.

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