Do escrever

Lápis quebradoDeformo a palavra escura
Em meu sonolento poema
Inverto lentamente o esquema
Da grafia dura.

A suavidade em voga
Em nada condiz com a estrutura
Perfilo a estranha figura
Sob a voz de ioga.

Inverto-me em muitos poemas
Desdenho a palavra espúria
Desenho a grafia pura
Desdigo-me quanto aos fonemas.

Encosto o rosto à contenda
Escolho travar a roleta
Mutilo as mil borboletas
Atrás da cortina de renda.

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