O sol de abril

Sol se pondoO sol de abril segue as águas de março
E consigo o abraço dos tons outonais.
As folhas nos pastos
Suspiram seus ais,

Na roupa que cai,
Na cor que se vai,
Nos filhos sem pais,
Nos braços cansados.

O sol de abril, mal se viu já se vai
E o sentido é daquele que sai
Sem sentir o abraço,
Sem adeus, desgarrado,

Dos que dormem em paz,
Sob os sons invernais,
Dos caminhos brutais
Dos florais enlutados.

O sol de abril já partiu (quem não viu?)

E o barqueiro, sem cais,
Nada além, nada mais,
Que um porta retratos.

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