Cometas

Cometa ragando céu noturnoSão cruzes eretas
Prematuramente esguias
Por quem a valentia
É vazia.

Cada cruz que ora se ergue
Nos curva os olhares
Ligando as esquinas
Às frontes.

Mãos se erigem flácidas
Frágeis pelo espanto
No adunco de estrelas
Mirins.

O olhar de vazios paternos
O leito de colares férreos
O seio em eterno marfim

Pelos viços que eram
Enfeites.

Pelas bocas com gosto
De leite.

Às vítimas da escola.

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