Um pouco de luz

Gota com um universo dentroNão finja sermos completamente infelizes
Nem felizes

Nem que o canário cante de alegria
O canto ordinário da gaiola dos dias.

Não disfarce o nó na goela,
Nem o pranto que nunca esvazia
Afinal,
Ainda há mulheres sem pétalas e aquelas
Colhidas fora do íntimo tempo,
A seu descontento,
A seu contragosto.

Há cravos sem credos na sala de espera,
Olhos de orvalhos quedando sem encosto.
Tanta face sem rosto…

(E o aposto, a quem presta?)

Há criança sem língua moída em açougues;
Falas de açoite,
Falhas e calhas completas com folhas que

De tanto caírem,
Calham ser pedra.

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