Brinde

Taças num brindeAnte a foto estática, sorrio,
Bato palmas
E lembro que asas são feitas de renda
Fiadas do campo de nuvens
Ao das pedras de corte.

Sorrio e emudeço
Pois não sou quem pareço,
Nem padeço de não ser em parte
O que às vezes aparento.

Sou um pouco dos meus pais,
Cacos dos meus parentes,
Porções de essência de terra e ar,
Viveiro de algo divino,
E luto por não dividi-lo com os ponteiros de
Setas, névoas, rédeas, nódoas.

Bato palmas e saúdo.
Brindo e grito: saúde!
A tudo que alude à gravidez de risco,
Às incógnitas e horizontes não perfilados por
Sombras ou raios de luz dos meus olhos.

Ainda há curva.
Mais parece linha reta na abóboda.

Há vela que se assopra
E que vale a pena

A espera do sazonal vento que, de volta, novamente
A acenda.

19/02/2011,  quando completei 32 anos.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s