Testemunha

Mulher numa ventaniaOlha
Veja o céu azul, a renda branca, a água verde;
Verta a lágrima inocente à sede
Que se não contém.

Retém, não deixe ir embora
(Por um segundo, dois, ou três… que seja)
Da face boba o rastro de sorriso
De quem se prostra ante o incontido,
Dos mil sentidos que mantém refém.

Também, agora,
Sinta o raro encontro que sobeja
E mire o olho no som desse guizo;

O vento bravo que se vai sem volta,
A mão à porta, o convite à mesa,
Que sendo breve tende ao infinito.

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