Revelação

Infinitas imagens num espelho

Sob o manto vasto de luz cósmica
Deslizo dedos, machuco a hóstia,
Arranho a tez da substância gradiente
Do que se vê ao que se não sente.

As interfaces estão em toda parte
Em tudo insiste uma pequena borda.
Além do vidro nada se vê
(Nem ele mesmo)

Somente espelho.
Somente espelho.

Deixo o carimbo dos meus dez dedos
A par dos anjos atrás das portas
Que olham,  alheios,  por minhas órbitas
Em seus passeios
Entre os dois meios.

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