Aurora

Nascer do sol - Monet

Ter e reter
O disco vítreo suspenso no céu,
Ao sussurro último da madrugada;

Intrincada,
Ininteligível,
Codificada.

Prever e ver
O difuso reflexo nos frêmitos do lago,
O vestido trêmulo de prata, embalado
Ao olhar desprecavido.

Desprecavido olhar meu, teu, d’alguém ao lado
Tão perdido, finito e precário
Do erário de solitude.

Nessa solidão, noite e dia se fundem;
Ferindo as pregas das placentas,

Onde o prelo do dia

Se assenta.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s