Chuva de verão

Sol e chuvaFoi de repente
Que os estalos de dedos irromperam,
E o compasso mais impreciso
Se deu espaço.

Os seres, em medo patente,
Cobriram-se de inusitados cadernos,
Pastas, mochilas, camisas,
E se ouvia o estilhaço
Dos espelhos d’água em pedaços
Pelos pés fugitivos.

Enquanto isso,
A reverência de um antigo incenso,
O aceno de um rio,
E o acesso de riso do meu pequeno
Bem-te-vi.

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