Convocação

Construção, de  Luiz Carlos Ferracioli

Calem-se os sábados noturnos;
Disfarces de sóis, com pés de coturnos:
Luas solitárias com impressão de reter.

Vistam-se de sumiço o colorido de hotéis,
As infindas noites brancas, pastéis
Intercaladas por lençóis puídos
E lenços de aceno d’água.

Basta
De música romântica por sedas de tímpanos,
Ralos por onde deságuam as espumas dos muitos banhos.

Voem e rasguem-se para sempre os lençóis, embrulhos
Dos presentes reprisados nos sábados noturnos,
Ao embalo de canções centenárias, estações de mortalhas
Com isqueiros de feno; e amemos.

Ao menos, amemos

O amor inteiro, intenso, perfeito

E os tijolinhos vermelhos.

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