Vaga-lume

Dentro do templo dominical, ouço as massas de carne, osso, alma em coral
Dizendo de planos imponderáveis, imprevisíveis,
Flutuantes.

Olho nos olhos do que se pronuncia e anuncia a existência de dimensões adicionais
Às espaço temporais, e o atravesso com o meu olhar.

Perpasso seu olho, seu corpo, as paredes de concreto concreto, argamassa,
Tinta plástica;
Sondo o templo, de fora, e ouço o silêncio.

O silêncio, que tudo ignora,
Se encerra na fronteira externa do templo,
Como se tudo que ouvimos sobre o Etéreo
Fosse um estalo pequeno no vácuo:
Lugar vazio, onde o som inexiste
Por não haver meio de propagá-lo.

Neste vazio material,
Neste recheio imaterial
Meu pirilampo
Pisca.

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