A paga

migalhas de pãoA paga do poeta são olhos de espanto,
Cabelos brancos,
E artelhos de pedra em atrito.

Em suas buscas insanas
O poeta arpeja as harpas dos anjos,
Enquanto eles, em seus voos,
Salvam os humanos.

Os poetas se enfurnam nos ninhos
Das almas, em sua fuga;
Nos resquícios dos sinais de sentidos.

Em meio às migalhas
Não distingue o que foi deixado
Pelo acaso

E o que cai, sem intenção,
Do seu pão dormido

Anúncios

2 comentários sobre “A paga

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s