Esperança

Folha verde ao orvalhoMeu desejo é que de súbito,
Num lampejo,
O sol descesse / as estrelas subissem / os entes sumissem
E a madrugada,
Mãe alada dos silêncios de algures,
Mergulhasse
Despetalando lábios
Do quadrante noturno;

No qual o vazio sublima
Num sorriso quiçá
Sem motivo, ou rima
Aparente.

Quem sabe
Aquilo que se tem
E não vende
Brote
E embote
As incertezas divinas;

Alisando a aspereza
Dos alizares
Das mil auroras,

A despeito
Dos vis emboras,

Num veio
Que de mim venha
Com peso de penha
Que não se penhora.

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