Misericórdia

Raios numa tempestade

Os nervos das nuvens
Estão à flor da tez.

As nervuras das luzes
Rasgam o verbo dos símbolos,
Dando fim ao não dito
Pelos fragmentos d’água.

Deus, em sua lonjura,
Estanca as juras dormentes:
Sua mão rompe as nuvens
E intenta abolir as discórdias
Dos viventes.

Mas sua misericórdia
É linha cumprida,
Comprida de corda

Que dá corda / Dá corda / Dá corda

À redenção de poucos,
À forca dos loucos,
Ao relógio dos muitos porcos
Que por alguns já estariam
Mortos.

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