Sensatez

A persiana tímida balança calma
Sob o lençol do silêncio da manhã.

A Terra e o sistema de coisas continuam girando,
E da janela vêm os sons da mediocridade dos dias.

A manhã é linda, tola, alta, plana e fria,
Com sensações de memórias confusas em torvelinhos de folhas,
Enquanto pequenas ondas se pronunciam pelo doce encanto
Das gotas com as poças.

Há uma espécie de lupa em cada olho
E mãos me vedam como venda sobre a boca.

Chove, então, palavras de garoa que não se dizem.
Não por mudez ou incapacidade,
Mas por sensatez de fertilidade
Da nudez que resiste.

16/08/2010

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